domingo, 27 de janeiro de 2013

BALADA DO HORROR

 Dor e alegria, tudo no mesmo dia.
 Gente voando acima dos carros, e chamas mortais.
 Queimando vidas que acabaram de começar.
 Pessoas terminando um ciclo, sempre estão afim de comemorar.
 Boate, barzinho, karaoke ou violão.
 "Agora que me formei, eu quero me informar
 O que fazer pra essa noite não terminar!"
 Multidão, música alta entorpecendo os sentidos
 Curtir com os amigos, não tem nada demais.
 E quando a festa é a ultima, a culpa é de quem?


 Um ato sem pensar, com a intenção de brilhar.
 Escapou daquelas mãos. Por que o fogo teria direção?
 O medo acorda o panico, e pra dar asas a confusão
 Basta o vermelho que fere!
 A fumaça que entra pelas narinas e sopra os sonhos.
 Alguém está no chão, mas não há tempo para ajudar.
 Não mais...
 Se sobreviverei, eu não sei, mas corro para descobrir.
 Quero ver aquele rosto tão conhecido...Onde está?


 Agora tudo é escuridão. Tantos corpos, e sirenes soam
 Como o choro de anjos. Pais e amigos, olhares molhados.
 Gritos, agora de fora. A cruel realidade bateu em muitas portas
 Essa noite!
 Eu sei que isso é verdade, mas bem que podia ser apenas
 Um filme de terror. Onde voce e eu não somos protagonistas.
 Não consigo esquecer a cena: panico, corpos, destruição.
 Agora tudo é escuridão...


 A ultima  balada para alguns. Talvez não para mim.
 Mas me pego imaginando os segundos antes do fim.
 Poderia ser qualquer um, e foram muitos.
 A ultima balada para todos eles.
 A ultima balada...



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